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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Dor de Cabeça



Confira algumas características da dor de cabeça. É importante lembrar que só o médico pode fazer um diagnóstico completo!

Tensional episódica é o mais comum. É causado por falta de sono, estresse e cansaço ou por algum acidente que afete a musculatura do pescoço.
Durante as crises, desde que nunca mais de duas vezes por semana, podem ser usados analgésicos associados ou não à cafeína, substância que, além de aumentar a velocidade de absorção do remédio, também funciona como analgésico no cérebro.




Em momentos de crise, geralmente provoca os seguintes sintomas:


A dor se parece com um peso, pressão ou aperto, como se houvesse uma faixa ou capacete apertado em volta da cabeça;


Normalmente a dor é localizada na testa e/ou na nuca e topo da cabeça;


Tem intensidade leve a moderada ou moderada, não impedindo as atividades rotineiras diárias;


Não raro a dor melhora com atividade física ou relaxamento;


Na maioria dos casos, não há sintomas associados e alguns pacientes podem se queixar de intolerância, durante a dor, a ruídos mais intensos (fonofobia);


A dor pode durar de horas a até 7 dias;


A freqüência pode variar muito. Há pacientes que têm dor menos de uma vez por mês, enquanto outros, mais de 15 dias em cada 30 (forma crônica).


Como se livrar da dor de cabeça?


Quem nunca sentiu aquelas pontadas doloridas no crânio, que às vezes refletem no pescoço ou no rosto? 

No Brasil, pesquisas mostram que 75 em cada 100 pessoas sofrem cotidianamente com a dor de cabeça. E muitos pioram a situação achando que uma passadinha na farmácia resolve - a automedicação é especialmente perigosa em casos mais graves, como a enxaqueca.

A boa notícia é que há tratamentos específicos para grande parte dos mais de 200 tipos de cefaléia, nome científico da dor de cabeça.


Os três mais comuns são a tensional episódica, caracterizada por um "peso" ou "aperto" na cabeça; em salvas, quando a sensação é a de levar "facadas"; e a enxaqueca, em que a dor é aguda e de longa duração.


E como se tratar?
"O primeiro passo é procurar um médico e relatar o histórico das dores: quantas vezes aparece no dia, quanto tempo duram as crises, qual a intensidade e o local. Toda dor de cabeça tem uma causa e só o médico pode diagnosticar com exatidão que tipo de tratamento se deve seguir", explica a neurologista Carla Jevoux, da Sociedade Brasileira de Cefaléia.





Fonte: Portal Terra – Vida e Saúde

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Sonolência Excessiva tem causa!


Narcolepsia é um distúrbio do sono caracterizado por sonolência excessiva durante o dia, mesmo quando a pessoa dormiu bem à noite. Os ataques de sono podem ocorrer a qualquer momento e em situações inusitadas: em pé dentro de um ônibus, durante a consulta médica, dirigindo o automóvel, ou operando máquinas, por exemplo.

O sono normal começa com o desligamento do controle muscular. Nessa fase, é um sono de ondas lentas. Cerca de hora e meia depois, a pessoa entra na fase do sono REM, na qual a atividade do cérebro é intensa e os olhos se movimentam. Os portadores de narcolepsia saltam a etapa do sono de ondas lentas e entram direto, subitamente, na de sono REM.

Causas
Fatores genéticos estão envolvidos na narcolepsia, que é causada por alteração no equilíbrio existente entre algumas substâncias químicas (neurotransmissores) do cérebro, responsáveis pelo aparecimento do sono REM em horas inadequadas.

Em geral, o distúrbio está associado a um alelo ligado ao complexo maior de histocompatibilidade, ou seja, a uma proteína relacionada com a sonolência excessiva durante o dia. Em cães, o gene responsável pela narcolepsia já foi isolado.

Pancreatite é uma inflamação do pâncreas, que pode ser aguda ou crônica. O consumo de álcool está diretamente associado à maioria dos casos da doença.

A cataplexia, isto é, a perda súbita e reversível da força muscular durante a vigília, é o único sintoma exclusivo da narcolepsia. Os outros são: sonolência diurna excessiva, anormalidades do sono REM, paralisia muscular e alucinações hipnagógicas.

Diagnóstico
A polissonografia e o teste de latências múltiplas são dois exames de laboratório importantes que ajudam a estabelecer o diagnóstico da narcolepsia, que é diferencial, porque considera as características de outros distúrbios do sono, como a apneia e a insônia, por exemplo.

Tratamento
A pessoa com narcolepsia pode apresentar vários episódios de sono irresistível durante o dia. Se tiver a oportunidade de tirar um cochilo quando isso acontecer, provavelmente acordará mais disposta, porque esses cochilos costumam ser reparadores.

Os tratamentos da sonolência excessiva e da cataplexia são diferentes, mas os remédios indicados para um caso podem melhorar também o outro.

Uma substância nova chamada motofanil, além da vantagem de não provocar efeitos colaterais importantes sobre o sistema cardiovascular, tem-se mostrado eficaz para deixar a pessoa mais alerta. Já os antidepressivos agem melhor sobre a cataplexia. Às vezes, a solução terapêutica é combinar doses menores das duas classes de medicamentos (estimulantes e antidepressivos).

Recomendações
* Procure organizar sua agenda para tirar um breve cochilo, que é sempre reparador, nas crises súbitas de sono que ocorrem nos casos de narcolepsia;

* Esteja atento: a fraqueza muscular (cataplexia) pode ser desencadeada, quando a pessoa leva um susto ou acha graça em alguma coisa e dá risada;

* Lembre-se de que tratar a narcolepsia é importante para afastar o rótulo de preguiçoso e dorminhoco que incomoda tanto os portadores do distúrbio;

* Saiba que a narcolepsia não é uma doença grave, mas pode pôr em risco a vida das pessoas que dirigem carros ou operam máquinas;

* Evite ingerir bebidas alcoólicas ou outras substâncias que induzem o sono, pois só ajudam a piorar o quadro.


terça-feira, 20 de setembro de 2011

Bruxismo do Sono


Bruxismo do Sono (BS)

O bruxismo do sono (BS) é categorizado de acordo com a Classificação Internacional dos Distúrbios do Sono proposta pela Academia Americana de Medicina do Sono como uma parassonia, isto é, um distúrbio que se sobrepõe ao processo de sono sem no entanto ser um distúrbio do sono.

O BS compreende movimentos rítmicos, estereotipados e periódicos de ranger e/ou apertar os dentes, decorrentes da contração dos músculos masseteres durante o sono, a qual pode ser tônica (ranger) ou fásica (apertar).

Critérios para o Diagnóstico do BS:
  1. Queixa clínica de ranger ou apertar dos dentes durante o sono.
  2. Dor ou desconforto na musculatura mastigadora, principlamente os masseteres.
  3. Sons associados ao bruxismo relatado por familiares.
  4. Desgaste dental ou facetas brilhantes nas restaurações.
  5. Alterações das estruturas periodontais.
  6. Hipertrofia da musculatura da mastigação, principalmente músculo masseter.
  7. Dor de cabeça, dor orofacial.
  8. Disfunção da ATM (?)
    Bruxismo Diurno (BD)

    O bruxismo que ocorre durante a vigília ou bruxismo diurno (BD) e o bruxismo durante o sono (BS) são entidades clínicas diferentes que ocorrem em distintos estados de consciência (vigília e sono), com diferentes etiologias, devendo, portanto, ser diferenciadas porque necessitam de estratégias de tratamentos diferentes.
    O BD é semi-involontário, apresentando contrações episódicas da musculatura da mastigação, mais comumente com cerrar ou ranger os dentes; é também geralmente causado por outras condições médicas (por exemplo: neurolépticos, distonias, etc.).