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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Distúrbios de sono atingem 70% das crianças na Capital


Ronco e apnéia obstrutiva são os principais problemas, indica estudo da Secretaria de Estado da Saúde.

A maioria das crianças de São Paulo tem algum tipo de distúrbio do sono. Conforme levantamento realizado pela Secretaria da Saúde com 330 pacientes do Hospital Estadual Cândido Fontoura (maior unidade pública de saúde especializada em atendimento infantil da capital), 70% das crianças dormem com dificuldade.

Foram avaliadas crianças entre 4 e 14 anos, de ambos os sexos, atendidas no ambulatório do hospital. Das que tinham problemas, 55% apresentavam distúrbios respiratórios (ronco e apnéia obstrutiva). Outras 27% possuíam hiper-hidrose do sono (excesso de suor à noite). E 10% constataram sonolência excessiva diurna.

Foram detectados também problemas de insônia em 3% dos pesquisados, distúrbios do despertar (terror noturno e paralisia do sono, por exemplo) em outros 3% e distúrbio da transição sono-vigília (agitação) em 2%.

O estudo revelou ainda que 57% das crianças com dificuldades para dormir são do sexo masculino. Os dados foram obtidos por meio de aplicação do questionário Sleep Disturbance Scale for Children, de padrão internacional. Em alguns casos, as crianças foram encaminhadas para exame de polissonografia (registro durante a noite toda com instrumento apropriado, de fenômenos – cardíacos, respiratórios, neurológicos, musculares, oculares – que, no seu conjunto, demonstram que o sono é constituído por uma seqüência de fases, as quais, por sua vez, se agrupam em ciclos).

Atendimento especializado
“Alguns tipos de perturbação do sono podem prejudicar a qualidade de vida e o desempenho escolar. Por isso é importante que os pais fiquem atentos e busquem orientação de um profissional de saúde se perceberem algum problema”, recomenda a terapeuta ocupacional Clarisse Potasz, coordenadora do estudo.

O Hospital Estadual Cândido Fontoura oferece, gratuitamente, atendimento especializado para crianças com distúrbios do sono, como higiene do sono, cirurgias de amídala e acompanhamento com neurologistas e psicólogos.


segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Sono perdido não é recuperável; veja dicas para dormir bem


A claridade interfere na duração do sono. "A melatonina é o hormônio que faz a gente dormir mais profundamente”, explica neurologista.

“É muito importante que a pessoa tenha um ambiente escuro e silencioso. A melatonina é o hormônio que faz a gente dormir mais profundamente”, explica o neurologista Rubens Reimão. Como esse hormônio só é liberado no escuro, o sono noturno é melhor para a nossa saúde.

Já a claridade interfere na duração do sono: “É a primeira diferença que a gente tem entre dormir de dia e dormir de noite é que de dia eu durmo menos”, afirma o pesquisador da Unifesp Marco Túlio de Melo.

Segundo os estudiosos, o sono perdido não pode ser recuperado. E, se a rotina é de dormir mal em um dia e de tentar recuperar no outro, pode haver prejuízo para a saúde.

“O ideal é que eles fechem o dia, no final do dia. Abram uma agenda ou um caderno e coloquem lá todos os problemas emocionais, todas as questões, de modo que, quando fechem o caderno, a pessoa sinta que a cabeça esvaziou, que o dia acabou”, afirma a neurologista Dalva Poyares.